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terça-feira, 12 de julho de 2011

C.O.M.

Andando certa vez pela estrada, um homem sentiu seu coração disparar
Parou de andar e sentou-se e começou a observar; Demorou um tempo até a arritmia passar
Bem longe dali ia embora sua filha, que negou, não quis conhecer, insistiu em magoar
Ela até tentou, mas viu várias vezes a porta fechar
Sem muito tempo para fala, sem ter o que fazer silenciou-se na escuridão
Lembrou das vezes em que artimanhas usou para persuadi-la
Esta menina fugaz e com tamanha ousadia foi ficando triste, sozinha, vazia
Sem um abraço de pai ou um aperto de mão
A vida ia acabando como torneira aberta ao chão
Poderia ter processado ele e forçado-o então a admitir uma filha que não queria
Não sei se certo daria ou se era bem isso que queria.

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