Fio liso, fio crespo, branco, amarelo, azul, vermelho
Pode-se levar várias cores ou nenhuma nunca provar
Uns crescem bem rápidos, outros enchem também para lá e para cá
Seja pela química ou genética, mudamos sem parar
Cada um nasce com o seu, como um arco-íris a preencher
Com tons, sobre tons e ultra tons as cores dançam e não descansam num tempo a passar
Ah se meu cabelo tivesse a força de Sansão! Esticaria ele ao máximo com cuidado para não arrebentar!
Toinhoinhoim, liso ou escorrido, somos feitos de todos
Seja divididos de lá pra cá ou de cá pra lá.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
quinta-feira, 21 de julho de 2011
A decisão que veio da noite
Numa noite de sábado quente, Brisa sentada no sofá ponderava sobre sua vida e ao mesmo tempo sobre a noite que estava por vir. Enquanto o telefone não tocava, escrevia algo que passava em sua mente no seu diário. Já se passavam das 23h, quando seu celular tocou. Era seu amigo Joana, convidando-a ir numa boate GLS (gays, lésbicas e simpatizantes). Poucos minutos para decidir sair ou ficar no marasmo,então Brisa logo concordou em encontrá-la em uma hora na porta da boate.
A noite cintilava e ao chegar, Brisa tinha dificuldade de achar Joana devido á tantas diversidades, porém com visões multifocais se acharam e começaram a noite. Joana não levara sua namorada, pois a mesma estava de plantão no hospital. Não era a primeira vez de Brisa numa boate como estas, mas admitiu que esta noite estava fogo! Porém não era motivo de incômodo de forma alguma. Joana,que estava só, foi curtir a night enquanto Brisa aproveitou para dançar e expurgar um pouco de seus problemas. Tomando pisadelas de plataformas e chicotadas de implantes, Brisa ia se esquivando no ritmo da música. Suada e com sede, resolveu dar uma parada para ir ao bar e pediu uma água. O barman disse que só tinha refrigerantes e bebidas alcoólicas. Após pedir um guaraná, aproximou-se dela um homem alto, de cabelos parcialmente grisalhos, de meia idade, branco,apresentando-se como Carlos. após um breve interrogatório costumeiro, onde se troca elogios, telefones, profissão, endereços, a conversa foi ficando cada vez mais acalorada e a música ainda ajudava a pressão subir. Carlos tomava um martini com gelo.
Ao irem para a pista de dança e fazerem juntos a dança do acasalamento, Brisa lembrou de seu pai e da relação afetuosa que teve com ele. Ele a tratava como sua princesa. A cada toque de Carlos, repassava esta conexão para seu pai Gutemberg. Lá pelo final da madrugada, quando estava já no apartamento de Carlos, Brisa acordou assustada e logo trocou de roupa, enquanto Carlos dormia e foi embora chorando de fininho por acreditar piamente que havia transado com seu pai e o pior disto tudo é que foi bom...
A partir deste dia em respeito ao pai já falecido, mais ainda presente em sua mente e coração, Brisa resolveu ser homossexual. A primeira a ser comunicada da decisão foi Joana, que é claro sentiu um frisson de esperança.
A noite cintilava e ao chegar, Brisa tinha dificuldade de achar Joana devido á tantas diversidades, porém com visões multifocais se acharam e começaram a noite. Joana não levara sua namorada, pois a mesma estava de plantão no hospital. Não era a primeira vez de Brisa numa boate como estas, mas admitiu que esta noite estava fogo! Porém não era motivo de incômodo de forma alguma. Joana,que estava só, foi curtir a night enquanto Brisa aproveitou para dançar e expurgar um pouco de seus problemas. Tomando pisadelas de plataformas e chicotadas de implantes, Brisa ia se esquivando no ritmo da música. Suada e com sede, resolveu dar uma parada para ir ao bar e pediu uma água. O barman disse que só tinha refrigerantes e bebidas alcoólicas. Após pedir um guaraná, aproximou-se dela um homem alto, de cabelos parcialmente grisalhos, de meia idade, branco,apresentando-se como Carlos. após um breve interrogatório costumeiro, onde se troca elogios, telefones, profissão, endereços, a conversa foi ficando cada vez mais acalorada e a música ainda ajudava a pressão subir. Carlos tomava um martini com gelo.
Ao irem para a pista de dança e fazerem juntos a dança do acasalamento, Brisa lembrou de seu pai e da relação afetuosa que teve com ele. Ele a tratava como sua princesa. A cada toque de Carlos, repassava esta conexão para seu pai Gutemberg. Lá pelo final da madrugada, quando estava já no apartamento de Carlos, Brisa acordou assustada e logo trocou de roupa, enquanto Carlos dormia e foi embora chorando de fininho por acreditar piamente que havia transado com seu pai e o pior disto tudo é que foi bom...
A partir deste dia em respeito ao pai já falecido, mais ainda presente em sua mente e coração, Brisa resolveu ser homossexual. A primeira a ser comunicada da decisão foi Joana, que é claro sentiu um frisson de esperança.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Para anjos e demônios
O dia amanheceu cinzento e com orvalhos, sinal de um clima frio de uma região montanhosa e misteriosamente habitada por seres especiais. Na noite anterior, no alto da colina Zovirack tentava do alto da colina aumentar, desafiar seus poderes ou por fim a eles. Cansado de ser rebaixado por seu clã, precisava de mudanças. Guinter, seu amigo mais próximo, percebendo o sumiço do mesmo ao ir procurá-lo em sua casa, voou em busca do amigo pela cidade. Nesta mesma noite parecia que todos os anjos estavam ocupados devido á uma rebelião maldita onde os piores demônios se reuniram para cometer atrocidades diversas e se enaltecendo poa cada uma. Santiago era o líder e se ocupara de destruir um orfanato, estuprando e quase matando, deixando agonizar, e depois um asilo. Valeriane já estava sem forças ao seu terceiro combate. O que teria havido com os anjos e seus poderes? Contaminaram a luz solar?
Nesse ínterim, padre Alberto distribuía água benta como se fossem vampiros. Zovirack estava prestes a executar sua obra e nada de Guinter chegar. Ele sentia enjoo, um aperto no peito e marteladas na consciência. Era chegada a hora foi então que abriu os braços e voou em direção á liberdade, que tinha enormes pedras de calcário. Enquanto se libertava de suas dores, afazeres, pressões, horrores, via o paraíso de um lado e o inferno de outro. Bateu uma ligeira dúvida...
Quando Guinter finalmente chegou, urrava aos sete ventos sua dor recalcada e a perda de um irmão tão querido lhe trazia muitas lágrimas. Ainda em dúvida se descia ou não aquela escuridão de navalhas, pensou na guerra que chegara como um ladrão na noite. Sem ter tempo para questionar o resgate do corpo de seu amigo, decidiu esperar amanhecer para comunicar aos órgãos legais. No caminho de volta para sua choupana, pedia a Zovirack que mandasse forças lá de cima para o ajudar nesta guerra, quando de repente Santiago apareceu-lhe para dar os pêsames e propor uma aliança para o fim da guerra. Com o coração em pedaços,mas a lealdade como escudo, prontamente disse: Não!
A partir desta resposta, prepararam-se para o confronto onde bem x mal nem sempre acaba num só. Santiago desferia golpes precisos de espada e Guinter se defendia com uns pedaços de seu escudo, destruído nos embates com os outros demônios. Injetando raiva á luta, a força aumenta e Guinter estava sendo derrotado quando ouviu a voz do amigo dizendo: Volte para o penhasco! Quando os dois lá chegaram embalados pela fúria, Guinter teve medo de cair e morrer exatamente como o amigo, que ainda estava lá, enquanto Santiago só vinha para cima. Próximo do precipício, ouviu o seu amigo Zovirack dizer: Deixe-se cair que seguro você e Santiago morrerá como eu! Guinter se deixou cair do precpício na densa escuridão agarrado á Santiago que se debatia enquanto era perfurado por tantas pontas. Guinter sentiu as dores da queda e das feridas, mas consciente percebeu quando parou de cair. Mal conseguindo se mover devido as pancadas, avistou o corpo de seu amigo Zovirack já se decompondo e agradeceu a ele pessoalmente. Assim se despediu do amigo fazendo um velório para ele.
Nesse ínterim, padre Alberto distribuía água benta como se fossem vampiros. Zovirack estava prestes a executar sua obra e nada de Guinter chegar. Ele sentia enjoo, um aperto no peito e marteladas na consciência. Era chegada a hora foi então que abriu os braços e voou em direção á liberdade, que tinha enormes pedras de calcário. Enquanto se libertava de suas dores, afazeres, pressões, horrores, via o paraíso de um lado e o inferno de outro. Bateu uma ligeira dúvida...
Quando Guinter finalmente chegou, urrava aos sete ventos sua dor recalcada e a perda de um irmão tão querido lhe trazia muitas lágrimas. Ainda em dúvida se descia ou não aquela escuridão de navalhas, pensou na guerra que chegara como um ladrão na noite. Sem ter tempo para questionar o resgate do corpo de seu amigo, decidiu esperar amanhecer para comunicar aos órgãos legais. No caminho de volta para sua choupana, pedia a Zovirack que mandasse forças lá de cima para o ajudar nesta guerra, quando de repente Santiago apareceu-lhe para dar os pêsames e propor uma aliança para o fim da guerra. Com o coração em pedaços,mas a lealdade como escudo, prontamente disse: Não!
A partir desta resposta, prepararam-se para o confronto onde bem x mal nem sempre acaba num só. Santiago desferia golpes precisos de espada e Guinter se defendia com uns pedaços de seu escudo, destruído nos embates com os outros demônios. Injetando raiva á luta, a força aumenta e Guinter estava sendo derrotado quando ouviu a voz do amigo dizendo: Volte para o penhasco! Quando os dois lá chegaram embalados pela fúria, Guinter teve medo de cair e morrer exatamente como o amigo, que ainda estava lá, enquanto Santiago só vinha para cima. Próximo do precipício, ouviu o seu amigo Zovirack dizer: Deixe-se cair que seguro você e Santiago morrerá como eu! Guinter se deixou cair do precpício na densa escuridão agarrado á Santiago que se debatia enquanto era perfurado por tantas pontas. Guinter sentiu as dores da queda e das feridas, mas consciente percebeu quando parou de cair. Mal conseguindo se mover devido as pancadas, avistou o corpo de seu amigo Zovirack já se decompondo e agradeceu a ele pessoalmente. Assim se despediu do amigo fazendo um velório para ele.
Escritos
Folhas velhas, cheias de ácaros com segredos guardados em letras quase apagadas
Por fora um livro velho, por dentro um tesouro inexplorado
Quem será o candidato? A folhear estas folhas secas expostas ao tempo
Guardadas de tanto esperar, indo com os restos para os latões
Onde poucos poderiam ver, um olhar te achou e de cara se apaixonou e decidiu te restaurar
Te dar um lar, uma vida,um guardar
Ela aos poucos viu seu encanto; Devagar resolveu seus mistérios
Com este amigo sujo e velho, viveu sua vida por completo
Contou suas histórias e suas vontades, me consolava, questionava, me fazia esquecer
Parecia mágico quando entrava em seu mundo sem perceber
No seu olhar as cores eram mais brilhantes, o dizer tinha outro falar
Oh meu doce velho livro amigo! Nunca paro de te olhar
Teus ensinamentos estão eternamente em mim
Seja novo ou velho, você representa tudo de mim
Por isso acho que sou um livro sem fim.
Por fora um livro velho, por dentro um tesouro inexplorado
Quem será o candidato? A folhear estas folhas secas expostas ao tempo
Guardadas de tanto esperar, indo com os restos para os latões
Onde poucos poderiam ver, um olhar te achou e de cara se apaixonou e decidiu te restaurar
Te dar um lar, uma vida,um guardar
Ela aos poucos viu seu encanto; Devagar resolveu seus mistérios
Com este amigo sujo e velho, viveu sua vida por completo
Contou suas histórias e suas vontades, me consolava, questionava, me fazia esquecer
Parecia mágico quando entrava em seu mundo sem perceber
No seu olhar as cores eram mais brilhantes, o dizer tinha outro falar
Oh meu doce velho livro amigo! Nunca paro de te olhar
Teus ensinamentos estão eternamente em mim
Seja novo ou velho, você representa tudo de mim
Por isso acho que sou um livro sem fim.
Simbologismo
Caracteres podem significar, desvendar uma vida de mistérios, um crime sem par
A ordem pode ser aleatória, crescente, decrescente ou repetição
É preciso habilidade para esta função; Muitos tentam, poucos conseguem
É preciso trabalho, treino, dedicação e uma nova rotina aliada ao tesão
Máquinas são programadas, seres humanos previsíveis
Bichos selvagens e todos podem decifrar os mistérios do viver e do bom sonhar
Não é preciso dicionário, o melhor é ouvir ao coração pulsar e mandar em cada batida o significado do código da vida.
A ordem pode ser aleatória, crescente, decrescente ou repetição
É preciso habilidade para esta função; Muitos tentam, poucos conseguem
É preciso trabalho, treino, dedicação e uma nova rotina aliada ao tesão
Máquinas são programadas, seres humanos previsíveis
Bichos selvagens e todos podem decifrar os mistérios do viver e do bom sonhar
Não é preciso dicionário, o melhor é ouvir ao coração pulsar e mandar em cada batida o significado do código da vida.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Cinza Noite
Oh que bela lua! Que gostoso luar!
Da minha cama vejo as estrelas que tanto queria brilhar
O travesseiro enxuga as lágrimas de uma mente atormentada
Com um olhar perdido, de ombros caídos, face pálida, pernas paralisadas
A noite chega para dizer que é hora de alguns repousar, outro trabalhar
Mas, oh, que mente insana que se põe a imaginar!
Viajar, deslumbrar, delirar, não viver, não amar
Neste conto de fadas que no final vai te enlouquecer
Os heróis viraram areia, as mocinhas se aliaram ao mal
Estranho,mas este fim é meio anormal
Já vi catástrofes, desastres, muitas coisas enfim
Mas a decomposição de uma vida é assustador para mim
Posso dormir em caixão, falar com zumbis, engolir abelhas, desde que não seja cuidar de mim!
Oh que dor, que vergonha, que horror! Esta vida maldita que não me dá amor!
Os bons se vão, os ruins ficam para trás e eu aqui esperando a solução que não me traz.
Da minha cama vejo as estrelas que tanto queria brilhar
O travesseiro enxuga as lágrimas de uma mente atormentada
Com um olhar perdido, de ombros caídos, face pálida, pernas paralisadas
A noite chega para dizer que é hora de alguns repousar, outro trabalhar
Mas, oh, que mente insana que se põe a imaginar!
Viajar, deslumbrar, delirar, não viver, não amar
Neste conto de fadas que no final vai te enlouquecer
Os heróis viraram areia, as mocinhas se aliaram ao mal
Estranho,mas este fim é meio anormal
Já vi catástrofes, desastres, muitas coisas enfim
Mas a decomposição de uma vida é assustador para mim
Posso dormir em caixão, falar com zumbis, engolir abelhas, desde que não seja cuidar de mim!
Oh que dor, que vergonha, que horror! Esta vida maldita que não me dá amor!
Os bons se vão, os ruins ficam para trás e eu aqui esperando a solução que não me traz.
Primeira idade
Um dia nos disseram que b com a faz bá e a partir daí gravamos todas as frases cantadas da tia querida
Assim conhecemos as letras e números com seus dissabores
A cada ano ultrapassando em direção ao regresso de nossa alma, de nossos amores mesclado cada vez mais a conteúdos e avaliações
Baseadas em didáticas mortas e conceitos ultrapassados
Decoramos, reinventamos, erramos e duvidamos num novo mundo mágico e desconhecido
Ler, todos os verbos num só
Aprender, acúmulo cada vez maior de experiências
A cada passo um novo solo, a cada pisada um diferente impacto que dependendo do sapato nos ajuda ou atrapalha
Enquanto crescemos, achamos que cada vez mais controlamos o mundo, quando de fato o inverso é verdadeiramente proporcional
Seguimos nossa luta, busca, querendo acabar logo a competição e vencer
Só em nós nos garantimos, nesta eterna disputa conosco mesmo.
Assim conhecemos as letras e números com seus dissabores
A cada ano ultrapassando em direção ao regresso de nossa alma, de nossos amores mesclado cada vez mais a conteúdos e avaliações
Baseadas em didáticas mortas e conceitos ultrapassados
Decoramos, reinventamos, erramos e duvidamos num novo mundo mágico e desconhecido
Ler, todos os verbos num só
Aprender, acúmulo cada vez maior de experiências
A cada passo um novo solo, a cada pisada um diferente impacto que dependendo do sapato nos ajuda ou atrapalha
Enquanto crescemos, achamos que cada vez mais controlamos o mundo, quando de fato o inverso é verdadeiramente proporcional
Seguimos nossa luta, busca, querendo acabar logo a competição e vencer
Só em nós nos garantimos, nesta eterna disputa conosco mesmo.
domingo, 17 de julho de 2011
Politicar
Do alto se vê melhor, de baixo se ouve mais
Quem tem mais preferência neste jogo de poder
Onde os maiores mandam, os menores obedecem
Mas será mesmo será que este jogo um dia vai virar?
A cada mandato, mudanças, surpresas, escândalos, novos fatos que só servem para bagunçar
Em cada eleição mentiras, tropeço, escárnio, uma luta levada até o talo
Com garra, trapaça,dossiês, gingas, promessas,e tudo mais
Até as urnas obedecem aos generais! De partido, comando, patente, poder
E o resultado ouvimos, engolimos, nos adaptamos a uma falsa disputa, onde não há chance de ganhar
E que somos obrigados a participar com um dedo ou rubrica e o canhoto apanhar
Para podermos continuarmos a vida sem em nada participar
Das invenções de leis sem uso, valor ou propósito até as CPIs onde se julga e defende lá do alto
Onde as punições são pagas em milhões
Para se chegar a eles só por meio de greves, protestos, destruições, onde somos prontamente rechassados, presos, sufocados, calados, processados, condenados, agonizados
Mas no palácio, festa e jantares prosseguem cada vez mais caros, graças ao suor do nosso trabalho.
Quem tem mais preferência neste jogo de poder
Onde os maiores mandam, os menores obedecem
Mas será mesmo será que este jogo um dia vai virar?
A cada mandato, mudanças, surpresas, escândalos, novos fatos que só servem para bagunçar
Em cada eleição mentiras, tropeço, escárnio, uma luta levada até o talo
Com garra, trapaça,dossiês, gingas, promessas,e tudo mais
Até as urnas obedecem aos generais! De partido, comando, patente, poder
E o resultado ouvimos, engolimos, nos adaptamos a uma falsa disputa, onde não há chance de ganhar
E que somos obrigados a participar com um dedo ou rubrica e o canhoto apanhar
Para podermos continuarmos a vida sem em nada participar
Das invenções de leis sem uso, valor ou propósito até as CPIs onde se julga e defende lá do alto
Onde as punições são pagas em milhões
Para se chegar a eles só por meio de greves, protestos, destruições, onde somos prontamente rechassados, presos, sufocados, calados, processados, condenados, agonizados
Mas no palácio, festa e jantares prosseguem cada vez mais caros, graças ao suor do nosso trabalho.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Semanas
Sua cadeira gelada me faz suar
Seu olhar sombrio me faz duvidar
Sua voz cansada de tanto repetir as mesmas letras nas frases e eu não digerir
Cansada você suspira, apreensiva eu desvio o olhar, procurando a porta para fugir
De mim mesma, de você, de nós, de todos eles que estiveram, estão ou estarão lá comigo
Mas a saudade aperta, o peito grita alto,o coração chora apertado
A gagueira se instala na voz e no olhar
É hora de ir embora para na próxima semana voltar
Queria apertar sua mão, fazer cócegas ou fazer você chorar
Desde que eu visse algo, além deste espelho a brilhar.
Seu olhar sombrio me faz duvidar
Sua voz cansada de tanto repetir as mesmas letras nas frases e eu não digerir
Cansada você suspira, apreensiva eu desvio o olhar, procurando a porta para fugir
De mim mesma, de você, de nós, de todos eles que estiveram, estão ou estarão lá comigo
Mas a saudade aperta, o peito grita alto,o coração chora apertado
A gagueira se instala na voz e no olhar
É hora de ir embora para na próxima semana voltar
Queria apertar sua mão, fazer cócegas ou fazer você chorar
Desde que eu visse algo, além deste espelho a brilhar.
Estações sem fim
Folhas secas ao chão em plena primavera, onde se erra então?
Ar estufado e úmido dando um tom de união e amor e um clima de velas
Pois bem passei por esta época, calada e só pela estrada
Observando cada mudança e comparando aqui dentro
Quando chuva peguei, senti frio e calor
Lágrimas aqueceram e confortaram um coração ressecado
Chuva cálida em em cara pálida
Árvores secas para mãos enrugadas
Assim as estações vem e vão, assim como sensações são ou não
Prever, esperar, deduzir é inútil
Bom mesmo é deixar acontecer, deixar sentir.
Ar estufado e úmido dando um tom de união e amor e um clima de velas
Pois bem passei por esta época, calada e só pela estrada
Observando cada mudança e comparando aqui dentro
Quando chuva peguei, senti frio e calor
Lágrimas aqueceram e confortaram um coração ressecado
Chuva cálida em em cara pálida
Árvores secas para mãos enrugadas
Assim as estações vem e vão, assim como sensações são ou não
Prever, esperar, deduzir é inútil
Bom mesmo é deixar acontecer, deixar sentir.
Dois Pontos
O tudo e o nada moram juntos no mesmo lugar
Eles enganam que vão um para cada ponta para bobos e tolos levar
É tudo a mesma praça onde se vai e vem sem parar
Muda o idioma e a pronúncia,mas o significado continua igual
Quando temos fama, dinheiro, coragem, poder, sucesso
Temos o tudo e o nada
Na verdade não saímos do lugar,demoramos para ver, entender, aceitar
Quer gostem ou não eles serão sempre assim, lá e cá e ninguém poderá mudar.
Eles enganam que vão um para cada ponta para bobos e tolos levar
É tudo a mesma praça onde se vai e vem sem parar
Muda o idioma e a pronúncia,mas o significado continua igual
Quando temos fama, dinheiro, coragem, poder, sucesso
Temos o tudo e o nada
Na verdade não saímos do lugar,demoramos para ver, entender, aceitar
Quer gostem ou não eles serão sempre assim, lá e cá e ninguém poderá mudar.
Saltidando
Luto sempre com o vento que traz a ginga a me levar
Por isso a dança está fora da hora, difícil de recuperar
Fecho então meus olhos e me deixo imaginar voando feito águia num vento forte sem parar
Para bailar, a natureza ajuda; Você pode na chuva deslizar, com o vento bailar, com o sol pular, na água rebolar e mergulhar fundo sem medo e assim criar
Sua música ou dança para você ou outros mostrar que a vida é uma grande orquestra, onde a ginga é pessoal
Todos sabem não é mistério, só não dá para ficar parado, pois ainda assim estás dançando
Há os que dançam sem música com a mente a os levar
Danço em pé ou deitada, na esquina, na rua ou no lar
O meu fôlego se renova quando me ponho a gozar
Desta arte, dessa pintura, poema, deste luar
Vou parar por aqui porque já estou a dançar com a caneta neste palco de papel a brilhar.
Por isso a dança está fora da hora, difícil de recuperar
Fecho então meus olhos e me deixo imaginar voando feito águia num vento forte sem parar
Para bailar, a natureza ajuda; Você pode na chuva deslizar, com o vento bailar, com o sol pular, na água rebolar e mergulhar fundo sem medo e assim criar
Sua música ou dança para você ou outros mostrar que a vida é uma grande orquestra, onde a ginga é pessoal
Todos sabem não é mistério, só não dá para ficar parado, pois ainda assim estás dançando
Há os que dançam sem música com a mente a os levar
Danço em pé ou deitada, na esquina, na rua ou no lar
O meu fôlego se renova quando me ponho a gozar
Desta arte, dessa pintura, poema, deste luar
Vou parar por aqui porque já estou a dançar com a caneta neste palco de papel a brilhar.
Transfer
Cúmplice, confidente, isso não posso negar
A cada encontro nosso, a empatia vem no olhar e põe meu coração a pulsar
Seja por amor ou dor, raiva ou ciúme
Teu olhar me assusta e me põe a recuar para meu esconderijo, onde não podes me achar
Posso te amar, venerar, adorar sem pressão; Mundo onde só tu mandas e eu aceno com as mãos
Neste mundo todo dia é seu e assim será para sempre
Sua voz comanda, teu peito empurra o lesado, o burro, o atrevido, a alienada e até a abusada
Você já faz parte de mim e sei que não devia
Pessoas fortes não passam despercebidas, por mais que ás vezes queiram
Gostaria de todo dia lhe presentear e o melhor ofertar, porém sei que o único presente que queres
É o respeito e á distância ficar.
A cada encontro nosso, a empatia vem no olhar e põe meu coração a pulsar
Seja por amor ou dor, raiva ou ciúme
Teu olhar me assusta e me põe a recuar para meu esconderijo, onde não podes me achar
Posso te amar, venerar, adorar sem pressão; Mundo onde só tu mandas e eu aceno com as mãos
Neste mundo todo dia é seu e assim será para sempre
Sua voz comanda, teu peito empurra o lesado, o burro, o atrevido, a alienada e até a abusada
Você já faz parte de mim e sei que não devia
Pessoas fortes não passam despercebidas, por mais que ás vezes queiram
Gostaria de todo dia lhe presentear e o melhor ofertar, porém sei que o único presente que queres
É o respeito e á distância ficar.
terça-feira, 12 de julho de 2011
Prole
Duas estrelinhas caíram do céu para minha vida ajudar; eu preciso com eles trabalhar e ás vezes ensinar
Cada um em sua marcha, mostram-me cenas avançadas e lentas de mim mesmo
Daqui de dentro que não quero olhar
Com beijos e abraços agradecem, com um sorriso me colocam dentro de seus coraçõezinhos
Quando choram seja por mágoa ou malcriação, atestam um erro ou acerto meu
Criar filhos é um ping e poing danado, onde este jogo não tem fim
Eles representam meu futuro, minha geração, minha genealogia, minha solidão, parte de mim.
Cada um em sua marcha, mostram-me cenas avançadas e lentas de mim mesmo
Daqui de dentro que não quero olhar
Com beijos e abraços agradecem, com um sorriso me colocam dentro de seus coraçõezinhos
Quando choram seja por mágoa ou malcriação, atestam um erro ou acerto meu
Criar filhos é um ping e poing danado, onde este jogo não tem fim
Eles representam meu futuro, minha geração, minha genealogia, minha solidão, parte de mim.
Mãe
Parece um som, mas não é uma canção de ninar
É uma brisa suave que sussurra sem parar; o ouvido escuta, o coração sente palpitar
E aquele nó na garganta que não conseguimos segurar
Fechei os olhos e escutei profundo, era uma voz familiar
Lágrimas começaram a brotar de meu rosto, antes de eu nela chegar
Era uma dívida, saudade, tempo perdido, que naquele dia estava querendo mudar
Mãezinha querida sei que estás aí para me orientar, ensinar, amar e me ajudar a ser feliz
Quero te agradecer, te presentear, te honrar
Por favor, estou batendo,me deixes entrar!
Prometo ficar quietinha feito mocinha até você terminar
De esconder sua vida frustrante para me preservar
Você é linda por dentro e por fora, é a minha visão e ninguém vai mudar
Te amo confusa, carente, amarga, até depressiva quero te escutar
Muito obrigado é o que cabe neste poema, espero que possas aceitar
Queria apenas deitar no seu colinho e cochilar apenas um pouquinho antes que eu me vá.
É uma brisa suave que sussurra sem parar; o ouvido escuta, o coração sente palpitar
E aquele nó na garganta que não conseguimos segurar
Fechei os olhos e escutei profundo, era uma voz familiar
Lágrimas começaram a brotar de meu rosto, antes de eu nela chegar
Era uma dívida, saudade, tempo perdido, que naquele dia estava querendo mudar
Mãezinha querida sei que estás aí para me orientar, ensinar, amar e me ajudar a ser feliz
Quero te agradecer, te presentear, te honrar
Por favor, estou batendo,me deixes entrar!
Prometo ficar quietinha feito mocinha até você terminar
De esconder sua vida frustrante para me preservar
Você é linda por dentro e por fora, é a minha visão e ninguém vai mudar
Te amo confusa, carente, amarga, até depressiva quero te escutar
Muito obrigado é o que cabe neste poema, espero que possas aceitar
Queria apenas deitar no seu colinho e cochilar apenas um pouquinho antes que eu me vá.
Infância
Crianças a correr num espaço proporcional á alegria delas, seus pulos, gritos e tals
Quanto mais alto o pulo mais feliz são
O seu colorido tem mais cores, mesmo num apagão
Seu sorriso é contagiante, seu choro angustia, o grito apavora
Muitos se voltam só para atendê-los; olhos atentos á observá-los
Não dá pra distinguir se são anjos ou demônios ou apenas seres humanos
Em desenvolvimento, aprendizado, regresso, saindo do mundo fantástico para o mundo real
Onde os monstros são de verdade e fazem muito mal
Sem príncipes ou fadas madrinhas, terás que andar sozinho
Tentando viver e sobreviver neste conto da vida real.
Quanto mais alto o pulo mais feliz são
O seu colorido tem mais cores, mesmo num apagão
Seu sorriso é contagiante, seu choro angustia, o grito apavora
Muitos se voltam só para atendê-los; olhos atentos á observá-los
Não dá pra distinguir se são anjos ou demônios ou apenas seres humanos
Em desenvolvimento, aprendizado, regresso, saindo do mundo fantástico para o mundo real
Onde os monstros são de verdade e fazem muito mal
Sem príncipes ou fadas madrinhas, terás que andar sozinho
Tentando viver e sobreviver neste conto da vida real.
C.O.M.
Andando certa vez pela estrada, um homem sentiu seu coração disparar
Parou de andar e sentou-se e começou a observar; Demorou um tempo até a arritmia passar
Bem longe dali ia embora sua filha, que negou, não quis conhecer, insistiu em magoar
Ela até tentou, mas viu várias vezes a porta fechar
Sem muito tempo para fala, sem ter o que fazer silenciou-se na escuridão
Lembrou das vezes em que artimanhas usou para persuadi-la
Esta menina fugaz e com tamanha ousadia foi ficando triste, sozinha, vazia
Sem um abraço de pai ou um aperto de mão
A vida ia acabando como torneira aberta ao chão
Poderia ter processado ele e forçado-o então a admitir uma filha que não queria
Não sei se certo daria ou se era bem isso que queria.
Parou de andar e sentou-se e começou a observar; Demorou um tempo até a arritmia passar
Bem longe dali ia embora sua filha, que negou, não quis conhecer, insistiu em magoar
Ela até tentou, mas viu várias vezes a porta fechar
Sem muito tempo para fala, sem ter o que fazer silenciou-se na escuridão
Lembrou das vezes em que artimanhas usou para persuadi-la
Esta menina fugaz e com tamanha ousadia foi ficando triste, sozinha, vazia
Sem um abraço de pai ou um aperto de mão
A vida ia acabando como torneira aberta ao chão
Poderia ter processado ele e forçado-o então a admitir uma filha que não queria
Não sei se certo daria ou se era bem isso que queria.
Olhos
Alguns podem ver tudo, outros parcial
Mas na verdade é tudo igual
Vê- se o que quer, quando e onde também
Enquanto um está fechado, outro abre-se bem
Uns são verdes, azuis, mel, castanhos e tem pretos
Mas o que falar dos que não vêem; outros sentidos se aguçam e nem só a imaginação convém
Chegando a formar uma outra realidade dentro da cabeça
Para alguns óculos são a solução, para outros nem cirurgia nem outro zoião
E quando anoite chega é hora de apagar, ver o preto, ver escuro, esfriar
De medo, de cansaço, de prazer, de horror
Uns com lindos sonhos, outros com seus filmes de terror
O corpo relaxa, a mente abstrai
Lá se vai mais uma noite de sonhos e amores surreais.
Mas na verdade é tudo igual
Vê- se o que quer, quando e onde também
Enquanto um está fechado, outro abre-se bem
Uns são verdes, azuis, mel, castanhos e tem pretos
Mas o que falar dos que não vêem; outros sentidos se aguçam e nem só a imaginação convém
Chegando a formar uma outra realidade dentro da cabeça
Para alguns óculos são a solução, para outros nem cirurgia nem outro zoião
E quando anoite chega é hora de apagar, ver o preto, ver escuro, esfriar
De medo, de cansaço, de prazer, de horror
Uns com lindos sonhos, outros com seus filmes de terror
O corpo relaxa, a mente abstrai
Lá se vai mais uma noite de sonhos e amores surreais.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Dinamizando
Parece tolo, bobo, submisso quando fala, quando traz
Seja presentes ou promessas no meio de interpretações desleais
Por teorias que não se encaixam com os moldes atuais
Lá se vai o tratamento errando, recomeçando, terminando, abandonando
É pra se voltar a um lugar e procurar o que se quer
Com o mesmo tato de um dentista que precisa menos machucar
Adentrar na vida alheia e com zelo os cacos juntar
Quando dói agente grita ou dá um passo atrás
Pois é extremamente difícil falar com sua própria dor
Fala-se de histórias, fantasias, alucinações,contos, crõnicas
Mas não existe fórmula quando o assunto é falar de si
Titubeia-se, perde o fio, sai pela culatra, não se lembra, faz esquecer
A verdade é que dói muito olhar aqui dentro
Achar seus podres e buracos
Entrar no escuro e ficar com os bichos papões
Quem não sairia correndo desta situação? Correndo de si...Vivendo de ilusões.
Seja presentes ou promessas no meio de interpretações desleais
Por teorias que não se encaixam com os moldes atuais
Lá se vai o tratamento errando, recomeçando, terminando, abandonando
É pra se voltar a um lugar e procurar o que se quer
Com o mesmo tato de um dentista que precisa menos machucar
Adentrar na vida alheia e com zelo os cacos juntar
Quando dói agente grita ou dá um passo atrás
Pois é extremamente difícil falar com sua própria dor
Fala-se de histórias, fantasias, alucinações,contos, crõnicas
Mas não existe fórmula quando o assunto é falar de si
Titubeia-se, perde o fio, sai pela culatra, não se lembra, faz esquecer
A verdade é que dói muito olhar aqui dentro
Achar seus podres e buracos
Entrar no escuro e ficar com os bichos papões
Quem não sairia correndo desta situação? Correndo de si...Vivendo de ilusões.
Binóculos
De fora te vejo, por dentro te quero
Esse é um desejo impossível, surreal
Vidas tão diferentes, distâncias tão grandes
É só assim que dá pra ver a minha ex quase nunca mãe
Pode até cuidar-me de outra forma sem deixar entrar
Mantendo-me sempre segura e longe, como uma popstar
Sinto você ter brilhado para mim, lamento mesmo discordarmos deste assunto sem fim
As rachaduras no coração vão secando com as lágrimas
Não devia amar você; errei feio, resistência maldita, burrice esquisita
Parar de te amar, adorar, idolatrar e até querer bem
Para uma pessoa que não precisa de nada
O que oferto é pouco para quem tem tudo.
Pegarei baldes para tudo colocar e aos poucos mudar de lugar
Vou pro norte, vou pro sul, ou talvez escorregue de leste a oeste
Experimentando esta nova sensação
Deixando você aos pouquinhos e pondo outra em meu coração.
Esse é um desejo impossível, surreal
Vidas tão diferentes, distâncias tão grandes
É só assim que dá pra ver a minha ex quase nunca mãe
Pode até cuidar-me de outra forma sem deixar entrar
Mantendo-me sempre segura e longe, como uma popstar
Sinto você ter brilhado para mim, lamento mesmo discordarmos deste assunto sem fim
As rachaduras no coração vão secando com as lágrimas
Não devia amar você; errei feio, resistência maldita, burrice esquisita
Parar de te amar, adorar, idolatrar e até querer bem
Para uma pessoa que não precisa de nada
O que oferto é pouco para quem tem tudo.
Pegarei baldes para tudo colocar e aos poucos mudar de lugar
Vou pro norte, vou pro sul, ou talvez escorregue de leste a oeste
Experimentando esta nova sensação
Deixando você aos pouquinhos e pondo outra em meu coração.
domingo, 10 de julho de 2011
Stupied
Dia de esporro, de briga, de desgraça
É o descarrego das condições em cima das emoções
Chorar e rir é a mesma coisa
Não sei para qual lado olhar
Olho pra ti vejo fogo e uma bomba relógio prestes a detonar
Para acabar com alguma coisa, limpar algo, transformar a todo custo
O burro acostumado, o idiota feliz, o metido que não sabe nada
O autista que está em outro mundo, o neurótico que ainda esperneia
De todo ensinamento que se possa dar, tratamento ofertar
O que queremos mesmo é um abraço e beijo te dar.
É o descarrego das condições em cima das emoções
Chorar e rir é a mesma coisa
Não sei para qual lado olhar
Olho pra ti vejo fogo e uma bomba relógio prestes a detonar
Para acabar com alguma coisa, limpar algo, transformar a todo custo
O burro acostumado, o idiota feliz, o metido que não sabe nada
O autista que está em outro mundo, o neurótico que ainda esperneia
De todo ensinamento que se possa dar, tratamento ofertar
O que queremos mesmo é um abraço e beijo te dar.
Tratar
Receitas prescritas, receitas malditas
Que calmam a euforia, adormecem o neurótico,enlouquecem o deprimido
Mas como dosar, avaliar, acertar?
Estas mentes tão complexas e imprevisíveis surtando sem parar?
Teorias podem comprovar o que a maioria insiste em justificar e alguns que só colocam lenha na fogueira
E lá esta ele, o profissional, lutando para na primeira consulta menos errar
Esperando que o paciente vivo possa voltar
Supor reações, prever respostas; o ouvido fica muito cansado
Para quem foi treinado para usar papel e caneta
Poderiam olhar o paciente pelo menos uma vez na cadeira
Como cuidar de sentimentos assim?
Chamando por números, numa consulta de quinze minutos, remarcado para daqui a seis meses
Como tratar, acompanhar estas psicopatologias que não param de mudar?
Que calmam a euforia, adormecem o neurótico,enlouquecem o deprimido
Mas como dosar, avaliar, acertar?
Estas mentes tão complexas e imprevisíveis surtando sem parar?
Teorias podem comprovar o que a maioria insiste em justificar e alguns que só colocam lenha na fogueira
E lá esta ele, o profissional, lutando para na primeira consulta menos errar
Esperando que o paciente vivo possa voltar
Supor reações, prever respostas; o ouvido fica muito cansado
Para quem foi treinado para usar papel e caneta
Poderiam olhar o paciente pelo menos uma vez na cadeira
Como cuidar de sentimentos assim?
Chamando por números, numa consulta de quinze minutos, remarcado para daqui a seis meses
Como tratar, acompanhar estas psicopatologias que não param de mudar?
God Father
Certa vez Deus tirou um minuto de férias
Vejam só o que aconteceu, o que era rumor virou guerra
O que pensava assaltar, matou; O que queria ligar para sua amada, desligou
As fontes que jorravam água secaram, dos políticos nem se fala!
Além das merdas rotineiras, resolveram trabalhar
As freiras reclamaram, os padres mal rezavam
Tudo funcionava numa marcha menor e isso comprometia o ritmo da vida maior
Policiais quase não prendiam por não achar tanta falta assim
Aulas quase não aconteciam por licenças sem fim. Pare!
Alguém pode por favor rezar e pedir para Deus voltar!
Novenas, vigílias, promessas, os tambores foram o mais alto que puderam, mas nada de sinal de Deus
Veio então um mensageiro falando que ele adoecera de tanto desgosto sentido
Até ele precisou se recuperar de tombos, decepções, perdas
Esta poema é de um Deus mortal que parece mais conosco do que imaginamos.
Vejam só o que aconteceu, o que era rumor virou guerra
O que pensava assaltar, matou; O que queria ligar para sua amada, desligou
As fontes que jorravam água secaram, dos políticos nem se fala!
Além das merdas rotineiras, resolveram trabalhar
As freiras reclamaram, os padres mal rezavam
Tudo funcionava numa marcha menor e isso comprometia o ritmo da vida maior
Policiais quase não prendiam por não achar tanta falta assim
Aulas quase não aconteciam por licenças sem fim. Pare!
Alguém pode por favor rezar e pedir para Deus voltar!
Novenas, vigílias, promessas, os tambores foram o mais alto que puderam, mas nada de sinal de Deus
Veio então um mensageiro falando que ele adoecera de tanto desgosto sentido
Até ele precisou se recuperar de tombos, decepções, perdas
Esta poema é de um Deus mortal que parece mais conosco do que imaginamos.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Buracos
Pai ausente, pai doente, machucado
Com firmes palavras deixa aos pedaços
Bate com outras mãos que machucam muito mais o coração
As algemas são o medo, o dinheiro seu escudo
Para uma vida fingida e um amor comprado não mais mudar
Desejaria um minuto de seu verdadeiro olhar, para mostrar quem sou eu e o quanto posso lhe dar
Muitas são as barreiras, que só eu quero pular
Mas ainda sou pequenina e preciso de ajuda para alcançar
O papai disse não com precisão, decisão, empolgação
Mas a menina tentou ir só e até bem longe foi
Mas exausta não aguentou e o ele nem vendo estava
O esforço de sua filha com toda sua parafernalha em vão
Esta menina virou mulher, sabendo que na hora que mais precisa
Não será um homem a lhe ajudar
Esta é uma história triste,de quem se criou só
Entre nuvens carregadas, essa lição traz
Um pai que não sabe amar.
Com firmes palavras deixa aos pedaços
Bate com outras mãos que machucam muito mais o coração
As algemas são o medo, o dinheiro seu escudo
Para uma vida fingida e um amor comprado não mais mudar
Desejaria um minuto de seu verdadeiro olhar, para mostrar quem sou eu e o quanto posso lhe dar
Muitas são as barreiras, que só eu quero pular
Mas ainda sou pequenina e preciso de ajuda para alcançar
O papai disse não com precisão, decisão, empolgação
Mas a menina tentou ir só e até bem longe foi
Mas exausta não aguentou e o ele nem vendo estava
O esforço de sua filha com toda sua parafernalha em vão
Esta menina virou mulher, sabendo que na hora que mais precisa
Não será um homem a lhe ajudar
Esta é uma história triste,de quem se criou só
Entre nuvens carregadas, essa lição traz
Um pai que não sabe amar.
Tarde demais
Condenação rápida que não dá tempo de advogar
Onde alei se cumpre logo, com destemor e fúria
Uma família ferida, destruída, despedaçada tem que ficar
E o réu mais do que culpado tem que pagar
Pagar dinheiro, com trabalho, com vida
Ao sistema autoritário que não perde para ninguém
Não se engana, não erra, só ferra
Os menores e pequeninos que não sabem se defender
Coitados são quase crianças, roubando uma galinha para comer
Pagam por este crime como se fosse um latrocínio e não podem reclamar
O tempo passa, coisas vão e vem
Mas para o pagador, o fim nunca convém
A não ser através de um caixão ou numa rebelião
E a família em casa pequena e perdida
Espera quem não chegará
As crianças rezam ao pé da cama para um deus que não as pode ajudar.
Onde alei se cumpre logo, com destemor e fúria
Uma família ferida, destruída, despedaçada tem que ficar
E o réu mais do que culpado tem que pagar
Pagar dinheiro, com trabalho, com vida
Ao sistema autoritário que não perde para ninguém
Não se engana, não erra, só ferra
Os menores e pequeninos que não sabem se defender
Coitados são quase crianças, roubando uma galinha para comer
Pagam por este crime como se fosse um latrocínio e não podem reclamar
O tempo passa, coisas vão e vem
Mas para o pagador, o fim nunca convém
A não ser através de um caixão ou numa rebelião
E a família em casa pequena e perdida
Espera quem não chegará
As crianças rezam ao pé da cama para um deus que não as pode ajudar.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Noite Fria
Com o navio ao léu, marinheiros se poem a olhar
A vida tão distante, distante do mar
Sem maresias, correntes e tempestades imaginam
Uma vida na terra seca,, onde não há balançar
Mas também não se têm o mesmo luar, cantar, ninar das ondas
Agora é por na balança e pesar cada um no seu lugar
A decisão é pessoal, sem nada compartilhar
O coração pede terra, o corpo chama o mar
Angústia e confusão batem na cabeça sem cessar
O tempo passa e a decisão se aproxima
De ficar preso na terra ou solto no mar
Há os que querem os dois e os que não querem nenhum
O relógio com seu clock avisa que esta na hora do número um
Dizer o que pensa, acha, escolheu
Só sei que no final tem muito peixe que devia virar homem e muito homem que deveria estar no mar.
A vida tão distante, distante do mar
Sem maresias, correntes e tempestades imaginam
Uma vida na terra seca,, onde não há balançar
Mas também não se têm o mesmo luar, cantar, ninar das ondas
Agora é por na balança e pesar cada um no seu lugar
A decisão é pessoal, sem nada compartilhar
O coração pede terra, o corpo chama o mar
Angústia e confusão batem na cabeça sem cessar
O tempo passa e a decisão se aproxima
De ficar preso na terra ou solto no mar
Há os que querem os dois e os que não querem nenhum
O relógio com seu clock avisa que esta na hora do número um
Dizer o que pensa, acha, escolheu
Só sei que no final tem muito peixe que devia virar homem e muito homem que deveria estar no mar.
Homenagem á Fernando
"...Um analisando é um fingidor, finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente pelo terapeuta".
Indo por linhas e abordagens, esta dor é lida com destemor
Paciência chega a ser um escudo protetor
E os que resistem a esta investida, prolongam a penitência
Enquanto o outro lado se esvazia com colegas.
Para casos muito intensos, interrupção é recomendado
Quando foge ao controle, só o término, não tem jeito!
Representando, interpretando, transferindo lá vão eles e aqui ficamos nós, sentindo, sofrendo, morrendo...
Indo por linhas e abordagens, esta dor é lida com destemor
Paciência chega a ser um escudo protetor
E os que resistem a esta investida, prolongam a penitência
Enquanto o outro lado se esvazia com colegas.
Para casos muito intensos, interrupção é recomendado
Quando foge ao controle, só o término, não tem jeito!
Representando, interpretando, transferindo lá vão eles e aqui ficamos nós, sentindo, sofrendo, morrendo...
Assinar:
Postagens (Atom)
